Grupo Executivo de Mobilidade - Secretaria Municipal de Transportes
Prezado Senhor (a),
Agradecemos a presença de sua entidade no 4º Fórum Técnico promovido pela Secretaria Municipal de Transportes, que teve como tema: "Motos - Transporte Ágil e Frágil", realizado no dia 19 de Maio.
Gostaríamos de ressaltar que nossos objetivos de consulta a convidados qualificados para melhor conhecimento do tema foram plenamente atendidos.
Com a preciosa participação da sua entidade, tomamos conhecimento de diversas opiniões dos setores que utilizam e empregam este tipo de serviço e discutimos juntos a importância do transporte sobre motocicletas, seus reflexos no trânsito da cidade e a perspectiva de melhorar a eficiência desse tipo de transporte.
As idéias e sugestões que foram apresentadas serão analisadas e consideradas na tomada de futuras decisões que teremos de empreender no assunto.
Apresento abaixo uma lista sucinta dos principais temas abordados pelos presentes no evento:
- A atividade econômica diretamente vinculada a esse tipo de transporte passou de um modelo tradicional de compras para um modelo de entregas rápidas por motos. Com o alto índice de desemprego, houve um incremento da categoria do motociclista profissional.
- O aumento da categoria dos motoboys como resultado da ampliação do uso dos serviços de moto fretes traz também uma dimensão social, na medida em que essa atividade profissional torna-se uma alternativa ao desemprego, ainda que dentro de uma relação profissional que beira a informalidade. Do ponto de vista do transporte de passageiros, a agilidade que este tipo de transporte oferece, fez com que ele se tornasse atraente para uma parte da demanda que se utilizava do transporte coletivo, e que não teve condições de migrar diretamente para o uso do automóvel.
- Os motociclistas contam com uma variedade de cursos disponíveis na Companhia de Engenharia de Tráfego - CET, que os qualificam a dirigir de forma mais defensiva no trânsito.
- Está em revisão um decreto municipal que regulamenta a categoria e estabelece parâmetros a serem fiscalizados pelos órgãos competentes.
- Os estudos baseados nos acidentes com os motociclistas sinalizam um comportamento mais agressivo e despreparado do motociclista, que dirige muitas vezes, de maneira inadequada e sem os equipamentos de segurança necessários, contrariando assim qualquer manual de conduta defensiva no trânsito.
- Algumas empresas já proíbem a circulação de motos pelos grandes eixos viários e, além disto parecer uma tendência, há um estudo em andamento no município de São Paulo para a adoção desta medida na cidade.
- Há uma discussão sobre a possibilidade de diminuir a largura das faixas de rolamento, evitando que as motocicletas ultrapassem os veículos, como forma de segurança. Esta medida pressupõe uma mudança comportamental, que necessita de uma campanha de sensibilização e divulgação, acompanhada por uma fiscalização rigorosa.
- Há uma preocupação na medicina ocupacional que indica que os profissionais que forem atuar com motocicletas sejam avaliados dentro de um perfil considerado adequado para o desenvolvimento dessas funções, tal como é feito com os candidatos a pilotar aviões. Isso asseguraria uma melhoria no nível dos profissionais vinculados a essa categoria.
- A mudança comportamental dos motociclistas só se será garantida através de investimento maciço em treinamento, comprovado pela experiência já adotada em algumas empresas de moto frete.
Informo que dispomos de imagem das apresentações realizadas no período da tarde e, aos interessados, pedimos a gentileza de nos enviar um CD ao endereço abaixo para providenciarmos a confecção de uma cópia.
Atenciosamente
Rogério Belda
Grupo Executivo de Mobilidade - Secretaria Municipal de Transportes
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Federação dos MotoClubes do Estado de São Paulo
Caríssimos
Rogério Belda
e membros participantes do 4º Fórum Técnico promovido pela Secretaria Municipal de Transportes.
Gostaríamos de pedir licença a todos os senhores, para em nome da Federação dos MotoClubes do Estado de São Paulo, agradecer a oportunidade de
demonstrar algumas das nossas preocupações com o futuro do motociclismo paulista, durante a realização do Fórum e de solicitar que fossem levadas a
estudos e consideradas na tomada de futuras decisões, quanto a trafego de motocicletas nas cidade de São Paulo, duas questões:
Esclarecemos que, em razão do exíguo tempo das apresentações durante o fórum, não tivemos oportunidade de explanar referidas questões, na exata medida de suas respectivas importâncias, por tal motivo o presente pedido.
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A primeira diz respeito á permissão para o trânsito de motocicletas nas faixas, hoje, exclusiva para coletivos. Tal solicitação se deve ao fato de
que são sub-utilizadas pelos coletivos e a medida permitiria uma melhor fluidez do trânsito de motocicletas, fora do raio de movimento dos automóveis. Com se não bastasse a medida ora sugerida, com ponto fulcral do seu objetivo, representaria uma maneira de redução do número de acidentes com motocicletas.
- A segunda questão refere-se á redução na largura das faixas de rolamento de algumas vias, como forma de redução de acidentes com motocicletas. Somos contrários á medida. Primeiro porque o Código de Trânsito Brasileiro (art.192), exige que os veículos mantenham distância de segurança lateral e frontal entre si e umas vez considerando que não haveria distância segura com a redução das larguras das faixas de rolamento, a pretensão encontraria um empecilho legal.
Sob o ponto de vista prático e data a minha experiência enquanto motociclista, desejo registrar que não acredito que a medida por si, provoque os benefícios almejados, posto que, como sabem todos, os motociclistas profissionais, em sua grande maioria, insistem em passar entre os veículos, mesmo quando não há espaço para tal. A medida, além de provocar maior número de pequenos acidentes, talvez, certamente aumentará o número de conflitos entre motoristas e motociclistas.
Colocando-nos á disposição de todos os senhores para quaisquer outros esclarecimentos, reafirmamos nosso cumprimentos.
Federação dos MotoClubes do Estado de São Paulo
Reinaldo de Carvalho Bueno
Presidente
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