A batalha pelo controle do SEU negócio e do SEU bolso

O ambiente empresarial não é lugar para ingênuos, dóceis e desinformados. Quem se julga prático ou pragmático acaba manipulado e com prejuízo.

Os semi informados são bem vulneráveis ao prejuízo.
A informação abaixo tem um alcance enorme para o futuro do SEU bolso.
Em setembro de 2005, Massachusetts, anunciou a decisão de adotar um formato de arquivos aberto chamado OpenDocument , padronizado pelo comitê OASIS , para todas suas operações internas e externas de informática.
Massachusetts é o primeiro estado norte americano, integrante de um grupo de trabalho que abrange oito estados, a formalizar sua decisão após mais de 3 anos de análises, debates, audiências públicas, consultas públicas.
O assunto foi tão ferozmente debatido que integrante da Microsoft insinuou que os integrantes do comitê de padronização deveriam ser trouxas por decidirem não padronizar nos formatos proprietários, patenteados, da Microsoft.
Por que Massachusetts decidiu por um formato de arquivos aberto?
Uma excelente análise pode ser vista aqui .
O ponto principal é que o governo quer ter o controle de seus arquivos e informações hoje e no futuro, garantidamente por estatuto legal.
Não quer ser refém de ninguém.
Todos poderão usar, indiscriminadamente, o formato de arquivos para seus trabalhos e relações com o governo.
Essa declaração de independência causou reações até absurdas, como podem ser vistas aqui , aqui , aqui ,aqui , e muitos comentários que podem ser vistos nos links de final de página aqui .
Logo após a decisão pelo formato de arquivo aberto, a Microsoft começou a agir. Mas de forma inesperada eafobada .
Mas isso se explica ao ler esta notícia aqui .
A Comunidade Européia também se inclina fortemente para o formato de arquivo aberto padrão OpenDocument.
E a Microsoft ainda está tentando se desvencilhar de um processo anti monopólio na Comunidade Européia.
Mas se o formato de arquivos aberto OpenDocument é disponibilizado para todos poderem usar e adotar em seus programas, por que ela simplesmente não faz um filtro de importação e exportação como tantos outros na sua suíte de escritórios?
Porque assim o usuário teria possibilidade de escolher o mais adequado programa para sua necessidade.
Não seria mais refém de um fornecedor.
Não teria de "pagar resgate" pelos seus arquivos.
Você já tentou ler algum arquivo antigo do seu editor de texto versão 2.0 num programa adquirido este ano?
Você sabia que a nova versão do Office (que só rodará plenamente no futuro sistema operacional, como o Office XP* funciona no Windows XP*) usará um formato que criptografará seus arquivos com uma chave que expirará anualmente? Você terá de pagar uma licença anual para ler o arquivo que editou nos anos anteriores. E se pular um certo número de versões, talvez não possa mais abrir os arquivos no futuro.
Quando governos iniciam esta independência de fornecedor, existe o potencial de multiplicação de efeitos.
Você pode pensar que isso é só "política" e que não tem nada a ver com seu bolso. Talvez seja interessante você ver o que a Microsoft anda fazendo na África do Sul em resposta ao Ubuntu Linux estar sendo distribuido nas escolas e empresas.
Na África há muita necessidade de uma solução livre para auxiliar na solução dos problemas crônicos de exclusão e pobreza. Já há um movimento de software livre na África para acabar com o colonialismo digital.
E o seu computador ainda é refém de um fornecedor?
Quem é refém está numa posição muito frágil para negociações.

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